Assista ao trailer do filme

• Watch the movie trailer in English • Versão inclusiva (com legendas em português)

segunda-feira, 02 de junho de 2014
Orgulho no King’s College de Londres

A Copa será no Brasil, mas o filme Orgulho de Ser Brasileiro vai jogar fora.

Convidado pelo King’s College de Londres e com promoção exclusiva da Culturart Brazilian Art Culture & Events , o filme terá exibição especial no dia 23 de junho, às 18h.

A exibição será seguida de sessão de debate com o diretor Adalberto Piotto que estará em Londres.

Serviço:ORGULHO DE SER BRASILEIRO – THE PRIDE OF BEING BRAZILIAN
Location: Lucas Lecture Theatre (room S-2.18)
Strand Campus
CategoryFilm Screening
When 23/06/2014 (18:15-20:30)
Contact: events@culturart.co.uk


quarta-feira, 21 de maio de 2014
Orgulho terá exibição especial em Piracicaba!

Depois de passar por São Paulo, Brasília, Campinas, Manaus, Fortaleza, Fort Lauderdale, Hamamatsu e Londres, o filme Orgulho de Ser Brasileiro, do diretor Adalberto Piotto, chega a Piracicaba.

E exibição acontecerá nesta quinta, 22 de maio, às 18h30, no teatro da ACIPI.

Com parceria do CIEE São Paulo, o filme tem sido levado a várias cidades brasileiras onde depois da exibição é seguido de um debate com o diretor que vai às sessões pessoalmente.

Em Piracicaba, não será diferente. Adalberto Piotto confirmou presença.

Piotto nasceu na vizinha cidade de Rio das Pedras e estudou parte da vida em escolas de Piracicaba.

Informações pelo email: cieep@cieesp.org.br


quarta-feira, 07 de maio de 2014
Os motivos de filmar o “Orgulho” e o Brasil

Por Gabriel Leão
Site Terceiro Tempo

Em 2011, Adalberto Piotto deixou um cargo estável de nove anos como apresentador da CBN para investir em documentários. Desta empreitada nasceu o filme Orgulho de Ser Brasileiro, lançado ano passado e pelo qual o jornalista e agora cineasta segue viajando pelo país e mundo o divulgando em mesas de debates.

Antes passou por veículos reconhecidos como Rede Globo e Rádio Bandeirantes. Com a obra Orgulho de Ser Brasileiro coloca personalidades do calibre de Fernando Henrique Cardoso, Marina Silva e o técnico de futebol Carlos Alberto Parreira para discutir a identidade nacional assim como os aspectos negativos e positivos da nação. Em entrevista exclusiva ao Terceiro Tempo Piotto fala desta experiência e as expectativas do país nos esportes.

Como foi produzir o documentário Orgulho de Ser Brasileiro?

O filme é resultado de um incômodo meu, pessoal, que provoco no filme para ser de todos e que trata dessa instabilidade dos sentimentos dos brasileiros com o Brasil. Sempre me incomodou profundamente o uso da expressão “orgulho de ser brasileiro” num dia, por algo bom que tínhamos feito como país, e no outro dia, diante de uma simples rua suja, suja pelos próprios brasileiros, o orgulho já se transformava em vergonha. Isso expõe claramente essa mania nacional de não assumir o país inteiro, de não tomar conta do Brasil de verdade, pra valer. Queria provocar essa discussão de forma real e, por isso, arrisquei tudo o que tinha para fazê-la acontecer: recursos próprios para pagar o filme no final (o começo foi financiado por lei de incentivo), narrativa, fotografia e perfil de entrevistados. Aboli o estilo “favela-movie” de expor os pobres como culpados pela desgraça brasileira. Até porque miséria não comove quase ninguém mais neste país. Se comovesse, as pessoas responderiam às dores da população mais pobre que é mostrada e fala diariamente nos telejornais brasileiros. Responde? Comove-se? Daí, busquei um outro perfil de entrevistados, de brasileiros que ascenderam socialmente, que “deram certo” no país que ainda teima em não dar certo para muita gente. Isso me deu a possibilidade de provocar o debate novo, o debate que tirasse as pessoas dessa imensa mentira que são as zonas de conforto que alguns brasileiros imaginam estar. E consigo isso porque o filme revela que as carências, reclamações e aspirações por um país melhor são muito semelhantes entre todos os brasileiros, independentemente de classe social. Ou seja, acabei de juntar o país. Se alguém assistir ao “Orgulho” e depois não se enxergar parte de um mesmo Brasil, mesmo que vivendo de forma e em bairros distintos, com mais ou menos dinheiro, será a negação de si próprio.

Desde o seu lançamento o que pode falar da repercussão?

Bem, tem dois aspectos: o filme é independente como produção, na distribuição e o próprio diretor é intelectualmente independente. Tanto que não sucumbi a fazer o fácil que seria fazer outro filme sobre miséria brasileira com sentimento de culpa inócuo e conveniente para o coleguinha ao lado ver e mentir pra si mesmo também. Algo comum entre os cineastas e espectadores brasileiros, normalmente acomodados, que se limitam a mostrar e ver a miséria pela tela do cinema e escrever sobre ela no seu computador ou discutir sobre o assunto numa sala tranquila. O meu filme faz com que quem o assista questione a sua própria miséria enquanto brasileiro, a sua miserável cidadania, o seu misérável comportamento social. O “povão” que antes ficava confinado e à distância no bairro miserável retratado no favela-movie, agora é também ele mesmo, o espectador. Ele, no meu filme, também é povo ou “povão” brasileiro. Vai ter de dar resposta pra si mesmo e para seu semelhante de classe social sobre seu comportamento. Acabou o recreio! Não poderá mais fazer uso do distanciamento seguro que usava para se imaginar superior ante as periferias sociais e culturais do país retratadas nos fáceis filmes de miséria brasileira. Por esses aspectos, a repercussão entre a crítica de cinema e mesmo na imprensa foi, com exceções, em parte pequena e agressiva, ruidosa, de falso desdém, apesar do tamanho da discussão existente do filme. Amarelaram, fugiram do debate. Mas, por outro lado, nas muitas exibições que faço do meu filme pelo Brasil e pelo mundo, o público, que é quem realmente interessa, debate vigorosamente os temas. O que comprova minha tese de que tem muita gente neste país disposta a discutir o Brasil de verdade, desde que tratada com honestidade e transparência. O filme lhes dá isso…essa oportunidade. Ou seja, apesar do atraso sócio-antropológico da crítica de cinema e do jornalismo, quando as pessoas assistem ao filme, minhas dores de divulgação diminuem e o filme é convidado e ser exibido aqui e no exterior com frequentes convites para debates com o diretor. Já passou por São Paulo, Recife, Brasília, Campinas, Londres, Hamamatsu, no Japão, Fort Lauderdale, na Flórida, e vai para Fortaleza, Manaus, Piracicaba, no King’s College de Londres, Oslo, Paris, Lisboa e acaba de estrear nos serviços de video on demand das principais operadoras como o NOW, da Net, a GVT, o Net Flix, a Apple TV, o Google Play, o site da livraria Saraiva, etc. Isso sem contar a imensa distribuição social de DVDs que fiz para escolas, universidades, sindicatos, etc.

Um dos temas tratados é a representatividade do futebol para o povo brasileiro sendo um dos entrevistados o técnico Parrera. Qual sua posição sobre essa relação do país com o futebol?

O futebol é um misto de energético e analgésico no Brasil. Como é tudo o que te emociona, que te envolve. Mas, como analgésico, diminui a dor, mas não cura a infecção. E como energético, te dá mais força, mais alegria, mais motivação naquele momento, mas não te deixa em pé no dia seguinte. Ou seja, dá ao brasileiro o refresco de que todos precisamos nas horas mais difíceis, mas não deixa as pessoas completamente desconectadas da realidade. Se isso acontece ainda, é cada vez menos. O Brasil está avançando na sua compreensão social. Por isso, seria tão estúpido punir o futebol, que fazemos bem, somos muito bons, quanto usá-lo para dirigir politicamente este país. Tanto que o futebol é a simbiose brasileira mais perfeita. Temos um talento particular, individual, especial no campo e somos uma tragédia coletiva imensa em organização. É ou não o Brasil individualista que sempre dá certo e errado ao mesmo tempo?

Como avalia as manifestações contra a Copa do Mundo?

Você fala do tal “Não vai ter Copa”? Esse eu acho ridículo e fora do seu tempo. Eu, por exemplo, fui contra a Copa do Mundo em 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010, quando era possível ser contra e discutir o evento. Mas o Brasil e os brasileiros, em sua maioria, seduzidos pelo maniqueísmo e a popularidade populista do Lula presidente, embarcou nessa aventura irresponsável. Muitos dos que hoje reclamam, a maioria, arrisco dizer, se omitiram ou se deslumbraram na época. Hoje não é mais possível ser contra. Por isso, vou fazer o que posso para que as coisas deem certo. Isso sem deixar em momento algum de fazer o que sempre fiz, como muitos neste país, que é questionar cada centavo gasto arbitrariamente num evento que não deveria acontecer. Embora os brasileiros se achem espertos, mais espertos que os outros, foram muito tolos e ingênuos de acreditar na tese de que é preciso uma Copa ou uma Olimpíada para ter serviços de qualidade no país. Em 2007, quando da decisão da Fifa, questionei isso num quadro de discussão sobre esportes que criei na CBN para qualificar o debate esportivo, o “Quatro em Campo”. Victor Birner e eu fomos os únicos a nos posicionar com essa tese. Nossos outros colegas abraçavam esse argumento ingênuo de que a Copa traria mais infraestrutura e que só com ela os serviços de qualidade viriam. Hoje, pensam diferente, tal como uma grande parte da população esperta e deslumbrada de antes.

Acredita que dirigentes dão aos demais esportes tratamento comparável ao futebol ou até mesmo digno?

Não. Imagina!!! Só o futebol tem no Brasil apreço e apoio da massa dirigente e popular. E mesmo assim, o profissional. Esporte no Brasil nunca foi um projeto de Estado, um programa social de educação e saúde. Não amplamente como deveria ser.

Ferréz e Dom Angélico Sândalo Bernardino falam de exclusão social no filme. O esporte pode ser uma forma de inclusão?

Poderia, até consegue ser para os poucos que ascendem, mas não é uma coisa natural como deveria. Qual a importância que o esporte tem nas escolas brasileiras? É sub-disciplina dada, na maior parte das vezes, por sub-professores.

A imprensa brasileira consegue ir além dos gramados de futebol em sua cobertura?

A imprensa esportiva, em sua maioria, não. É deslumbrada, pouco politizada e com baixo nível de compreensão sócio-antropológica, o que é um nome acadêmico para a simples ausência de compreensão social do Brasil e do mundo. Mas há exceções, mesmo no mundo esportivo. E a imprensa de outras editorias já faz isso muito bem. Aliás, é quem tem dado sustentação, ao lado dos poucos jornalistas de esporte que têm esse entendimento, a toda essa indignação que finalmente tomou conta dos brasileiros com os abusos nos gastos com a Copa, da tese mentirosa de que só com Grandes eventos os brasileiros ganhariam cidadania e com essa maldita ética do futebol que se julga particular e diferente da ética em si, como se isso fosse plausível.

No Twitter: @gabrielleao
Foto: Adalberto Piotto/Divulgação


segunda-feira, 05 de maio de 2014
Orgulho no NOW e no NetFlix

Muito antes das manifestações de junho de 2013…

Muito antes do julgamento do mensalão…

Já tinha muita gente discutindo o Brasil e os brasileiros pra valer.

Orgunho de Ser Brasileiro, um filme de Adalberto Piotto que vai fazer você pensar.

Já disponível no NOW, da Net, no NetFlix, na GVT e no site da Saraiva.


segunda-feira, 05 de maio de 2014
Orgulho em Fortaleza!

O filme Orgulho de Ser Brasileiro, do diretor e jornalista Adalberto Piotto, terá exibição especial e aberta ao público nesta quinta, às 18h30, com a presença do diretor para um debate pós-sessão.

A exibição acontecerá no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas, no centro de Fortaleza.

O “Orgulho” é um documentário que inova na discussão real do Brasil e dos brasileiros.

Para assistir, basta se inscrever gratuitamente pelo telefone (85) 4012 7614 ou pelo email alynne_rodrigues@cieesp.org.br


terça-feira, 22 de abril de 2014
Aula Magna do Orgulho na universidade Feevale, RS

No ano passado, fui convidado para uma aula magna sobre realidade brasileira na Feevale, em Novo Haburgo, RS.

A proposta do Instituto de Ciências Humanas e Letras da universidade que envolveu o professor Marcos Santuário e posteriormente o convite formal da professora Cristina Ennes, é resultado da discussão que o filme Orgulho de Ser Brasileiro provoca com sua inovação na linguagem, na narrativa e, sobretudo, na forma intelectualmente honesta com que os debates e depoimentos acontecem no filme

O Brasil e os Brasileiros pra valer!


sábado, 29 de março de 2014
Orgulho em alta

O filme Orgulho de Ser Brasileiro, de Adalberto Piotto, foi o segundo mais visto no entretenimento de bordo da TAP no mês de fevereiro.

Foram quase mil exibições por avião, mesmo já estando na programação desde dezembro.

O sucesso renderá nova temporada ao filme que volta a ser exibido pela TAP próximo à Copa do Brasil e durante as férias de julho.


segunda-feira, 10 de março de 2014
“Orgulho” em Teresina

O filme Orgulho de Ser Brasileiro será exibido em Teresina, no Piauí.

A exibição será nesta terça-feira, dia 11, às 18, no Cine-teatro da Universidade Federal do Piauí e terá entrada franca.

Após a mostra, haverá debate com o diretor do filme Adalberto Piotto.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
São os brasileiros os culpados e os inocentes

Tenho por certo que a média dos brasileiros pensa igual e de forma deletéria sobre o país e sobre si próprios.

Na média, e falo em 80, 90% de nós, o pensamento é semelhante e tem valores praticamente iguais.

Indiferente de classe social, nível de educação, localização geográfica nas cinco regiões deste país ou entre os brasileiros espalhados pelo mundo, vivendo legalizados ou não, a média dos brasileiros pensa de forma muito parecida, beirando a igualdade e, insisto, de forma deletéria sobre sua sociedade. Pensa e age assim, consciente ou inconscientemente, mas não menos culpada.

A média dos pobres, dos de classe média, nova ou antiga, dos ricos ou dos muito ricos pensa do mesmo jeito sobre o país. Estatisticamente seria impossível um só grupo social, rico ou pobre, azul, verde ou amarelo, ser responsável único por essa sociedade em que vivemos. A sujeira das ruas, a escola ruim, a má formação, a esperteza maléfica, a partidarização conveniente em detrimento da politização, o individualismo em detrimento do coletivismo não vem de um só grupo e nem de uma minoria, qualquer que seja ela.

A constatação real e crua é que a maioria dos brasileiros sabota o Brasil e sua sociedade. A maioria dos pobres, dos de classe média nova e antiga, dos ricos novos e quatrocentões faz mais mal que bem ao país e a si próprios enquanto sociedade.

Por outro lado, uma minoria em todos esses grupos ainda mantém esse país com algum nível de cidadania coletiva e esperança de futuro. Como ‘maioria’ significa e é maior que ‘minoria’, por razões semânticas e estatísticas, a sensação de desesperança baseada na realidade degradante tende a ser maior. Isso explica a desmotivação que nos assola quando olhamos ao redor. Por outro lado, como a minoria cidadã, embora pequena, existe e resiste, o país ainda persiste e gera no fundo de nós alguma esperança e o desejo de se envolver na discussão como cada um fez aqui e o faz cotidianamente na sua vida. Discute e age, é bom que se diga.

É essa minoria, e só essa gente, que promove grandes coisas, tem grandes ideias de desenvolvimento civilizatório, faz a vida ficar melhor ou menos ruim.

Mas a equação para explicar o Brasil e os brasileiros, a realidade e o sonho é matemática e semântica pura e simplesmente. Parece difícil, mas não é, apesar do resultado desagradável.

E a solução é igualmente matemática e semântica: fazer da minoria uma maioria e, consequentemente, da maioria atual uma minoria futura.

E como fazer isso? As soluções são várias. A primeira é trocar a mentira pela verdade. A começar de cada um de nós. A fantasia conveniente pela realidade presente. Não se conserta nada que não se admite o problema, o erro.

Tão espertos somos que cada vez que percebemos o erro e ele passa por nós como parte dele, o discurso é apontar o dedo para o vizinho da rua, do prédio, da classe social, etc.

Um exemplo:

Os “rolêzinhos” tão discutidos atualmente, muitas vezes de forma vesga, são horrorosos porque alguém acha que pode ocupar em grupo um espaço que é coletivo cantando em voz alta insultante a música que seja. A natural e visceral selvageria humana se encarrega do resto ao transformar um “rolê” em arrastão.

Porém, rolêzinhos não são diferentes de quando bacaninhas atropelam banhistas na praia com seus jet sky ou avançam calçadas a frente, sem respeitar o pedestre, com seus carros, sejam jipões importados ou carros populares comprados em 60 prestações. Se eu estiver num shopping e for “arrastado” por um rolezinho vou reclamar e reagir tanto quanto reclamo e reajo abrindo espaço na base da força nas famigeradas calçadas da PUC ou da FAAP em que os meninos e meninas bem-nascidos ocupam ruas e calçadas sem se preocupar em garantir um mínimo espaço para que outros usem as ruas e calçadas públicas (que significa de todos) também. Só por serem jovens podem se dar esse direito, sejam eles abastados ou periféricos, com recursos ou não, com espaços de lazer ou não?

Colocar um ingrediente de luta de classes nessa discussão é de uma má fé horrorosa.

Porque isso tudo acontece pelo simples fato de que a média de nós brasileiros, pobres, de classe média nova ou antiga, ricos novos ou quatrocentões é mal-educada, grosseira, deselegante (não no equivocado sentido de roupa que usa) e individualista.

A imprensa e os intelectuais espertos de plantão estão dando a benesse da aceitação aos rolezinhos da periferia, porque não tiveram a coragem de educar ou criticar os seus próprios filhos ou “semelhantes” sócio-econômicos lá trás. Complexo de culpa antigo e inovadora covardia.

Colocar um ingrediente de luta de classes nessa discussão e apontar apenas para um lado como o culpado é de uma má fé extorsiva em estupidez.

A conclusão disso tudo é que o melhor e o pior do Brasil são os brasileiros. Não devemos nada a ninguém de nossos talentos nem podemos culpar outros pelos nossos erros.

A hipocrisia brasileira precisa ser trocada pela cidadania brasileira.

Ambas existem e são nossas.


terça-feira, 03 de dezembro de 2013
Orgulho estreia em Brasília e será exibido no MIS em SP

Documentário que inova na discussão sobre o Brasil tem estreia em Brasília e volta a ser exibido em São Paulo neste fim de ano.

Dezembro, 2013 – O filme “Orgulho de Ser Brasileiro” estreia em Brasília no próximo dia 10 de dezembr. Na capital federal, o filme terá sessão especial promovida pelo CIEE na Casa Thomas Jefferson, no auditório Jacob Germano Galler da casa Thomas Jefferson, SGAN 606, Bloco B, Brasília, às 18h30, com a presença do diretor Adalberto Piotto que participará de debate logo após a exibição.

E dois dias depois, volta a ser exibido na capital paulista no Cine MIS, durante a mostra especial de final de ano do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. A sessão será no dia 12 de dezembro, às 20h, com entrada gratuita. Os ingressos podem ser retirados com uma hora de antecedência nas bilheterias do próprio MIS.
Depois da estreia no Cine PE, em Recife, em abril de 2013, o filme de carreira e distribuição independentes, já percorreu várias cidades brasileiras e no exterior como São Paulo, Campinas, Londres, Hamamatsu, no Japão, e Fort Lauderdale, nos EUA. Ainda em dezembro, será exibido em Nova York, durante o Brazilian Film Fest. Também tem convites para exibições em 2014 na Universidade de Harvard, em Boston, no EUA, e Lisboa, Oslo e Paris numa temporada europeia.

Entre os entrevistados, gente disposta a discutir o Brasil de verdade. A escolha dos nomes partiu de uma estratégia do diretor de reunir pessoas que “já tinham dado a cara pra bater” ao defender publicamente ideias e ideais, mesmo que polêmicos, de quem já tinha se exposto. Com isso, estariam à vontade em responder de fato sobre o orgulho de ser deste país com coragem e transparência. O “Orgulho” não é mais um favela-movie, em que a miséria e a pobreza brasileiras são exploradas como a causa e o efeito de o Brasil ser o que é, no que deu errado, no que o impede de ser maior e melhor. O Orgulho de Ser Brasileiro é um filme real que avança ao buscar quem deve discutir o país porque ascendeu socialmente, porque teve acesso aos bens sociais. A miséria, uma realidade ainda, parece não comover mais a sociedade brasileira. Daí, a escolha desse novo grupo de entrevistados para tentar provocar a discussão nas classes sociais que se imaginam acima do Brasil problemático porque sobrevivem individualmente com segurança, escolas e planos de saúde privados.

Sob uma fotografia conceitual que explora vários ângulos dos entrevistados e depoimentos instigantes, o documentário é permeado por trechos do hino nacional interpretado por Badi Assad. Em um formato provocativo, promete ir muito além do “Ouviram do Ipiranga” ou do sentimento-padrão de que “o brasileiro é o melhor povo do mundo” a que todos estamos acostumamos. Reitera o que deve ser motivo de orgulho e expõe o que deve ser corrigido.

Entrevistados:

• Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, ex-presidente da República 1995 a 2002
• Romero Britto, artista plástico radicado em Miami.
• Carlos Alberto Parreira, técnico do Brasil campeão na Copa de 1994
• Marina Silva, ambientalista, ex-senadora, ex-ministra do Meio Ambiente
• Gerald Thomas, dramaturgo, autor e escritor radicado em Nova York
• Roberto Romano, filósofo, professor de Ética Política da UNICAMP
• MayanaZatz, geneticista, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano, USP.
• Adib Jatene, médico, ex-ministro da Saúde (governos Collor e FHC)
• Ferréz, escritor, morador e presidente de ONG no bairro do Capão Redondo, SP
• Carlos Borges, jornalista e empresário radicado na Flórida, EUA.
• Simoninha, músico, cantor e compositor.
• Max de Castro, músico, cantor e compositor.
• Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau e ativista social
• Yara Gouveia, consultora de imóveis em Miami.
• Didú Russo, colunista de vinhos, palestrante, publicitário e blogueiro.
• Badi Assad, cantora, compositora.

O filme “Orgulho de ser Brasileiro”, financiado inicialmente pela lei Rouanet, começou a ser produzido em maio de 2012 e menos de um ano depois, em abril de 2013, teve sua estreia no Cine PE.

Ficha técnica:
Título do filme: Orgulho de Ser Brasileiro
Direção, produção executiva, argumento e roteiro originais: Adalberto Piotto
Formato: documentário em longa-metragem de 87 minutos de duração
Produção: Piotto Produções

Outras informações:
Trailer promocional do filme em português e inglês disponível em www.orgulhodoc.com.br, Piotto Produções, tels: 11 9 9639 0014, 11 3871 3355 email: afpiotto@gmail.com, orgulhodocbrasil@gmail.com
Serviço:
CASA THOMAS JEFFERSON – AUDITÓRIO JACOB GERMANO GALLER – BRASÍLIA
SGAN 606 – BLOCO B – -BRASILIA. Data da exibição: dia 10/12/13, às 18h30. Inscrições pelo site www.ciee.org.br/portal/apoio/eventos

MIS – Museu da Imagem e do Som
Avenida Europa, 159, Jardim Europa, São Paulo. Data da exibição: 12/12/13.
Distribuição gratuita de ingressos na bilheteria uma hora antes da sessão.